Economia

Superoferta derruba em 46% preço do feijão na Capital

Quem costuma ir regularmente às compras, deve ter estranhado o preço do feijão. O alimento, que alcança neste ano a segunda maior produção da história, ficou 46% mais barato para o consumidor de Campo Grande – o valor médio recuou de R$ 5,23 em agosto de 2013 para R$ 2,82 em igual mês deste ano, conforme dados do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Anhanguera-Uniderp. A explicação está na superoferta, segundo o superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Antônio Benedito Dotta.

A alta do preço do feijão no ano passado estimulou os produtores a aumentar a área de plantio, conforme Dotta. “Isso elevou a oferta. E, com muita oferta, os preços caíram”, conclui. Nessa gangorra do mercado, o valor da saca caiu, na média nacional, 47% em um ano, de R$ 143,14 (setembro de 2013) para R$ 75,66 (igual mês de 2014), de acordo com o site de cotações Agrolink.

Esta queda refletiu na ponta final da cadeia produtiva.

Apenas de julho a agosto, o valor médio do quilo da semente recuou 16,8% no varejo de Campo Grande, de R$ 3,39 para R$ 2,82. A deflação é ainda mais intensa no intervalo de um ano (-46,08%). Com a diferença (de R$ 5,23 para R$ 2,82), o consumidor compra, hoje, três quilos do alimento com R$ 10 e, ainda, tem R$ 1,54 de troco. Há um ano, com o mesmo valor, ele não conseguia adquirir nem dois quilos do produto.

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