Economia

Situação crítica de desabastecimento sinaliza para a urgente mudança de hábitos

As notícias sobre a estiagem sem precedentes em São Paulo parecem distantes da realidade de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. De fato, como observa a professora universitária Synara Olendzki Broch, representante regional da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), “não temos, hoje, perigo de escassez hídrica”. No entanto, ela avisa que é preciso usar a água racionalmente, porque poderá, sim, tornar-se escassa. Essa atenção ainda está longe do cotidiano do campo-grandense: o consumo médio per capita na cidade é, diariamente, de 167 litros de água, 67% acima do recomendado, que é de 100 litros.

Esse quadro seria ainda pior se não fossem iniciativas diversas, como a de uma escola municipal, que implantou um sistema de reaproveitamento da água da chuva durante projeto realizado com os alunos; uma turismóloga, que reutiliza a água pluvial de várias maneiras; e uma bióloga que faz economia com adoção de práticas simples.

Tomar banho, escovar os dentes, fazer café, lavar louça, cozinhar… Práticas como essa representam, no fim do dia, gasto de 167 litros de água por pessoa. Esse é o consumo médio diário em Campo Grande, de acordo com a concessionária Águas Guariroba. E, segundo o presidente da empresa, José João Fonseca, esse volume poderia ser bem menor. “Tranquilamente, sem nenhum tipo de restrição, poderia ser de 100 litros”, afirma. Essa quantidade também é a recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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Situação crítica de desabastecimento sinaliza para a urgente mudança de hábitos