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SISTEMA DE ALERTA ANTECIPA QUEDA DE RAIOS NO ESTADO E PODE EVITAR MORTES

O sistema de alerta de raios desenvolvido pelo Laboratório de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (LCA/UFMS) monitora tempestades e disponibiliza dados na internet em tempo real. O sistema foi apresentado à comunidade acadêmica e sociedade em geral na tarde de segunda-feira (23), Dia Mundial da Meteorologia e Dia Estadual do Meteorologista, no Espaço Multiuso da UFMS, na presença de representantes das instituições de pesquisa que contribuíram para o desenvolvimento do sistema.

O Diretor-Presente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Marcelo Turine, participou do evento e destacou a importância da iniciativa dos pesquisadores do Estado. “Há vários anos estão sendo investidos recursos neste projeto com a perspectiva de encontrar tecnologias para auxiliar o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul. No período entre 2005 e 2009, a Fundect investiu R$ 74.316,00, em recursos para custeio e capital para estruturação do Laboratório de Ciências Atmosféricas”.

Presidente da Agraer, Enelvo Felini ressaltou que o número de raios no Estado é elevado no Centro-Oeste, inclusive com alto índice de mortes. “Com essa parceria, teremos mais dados diários e muito mais precisos. Espero que o Mato Grosso do Sul comece com isso a buscar mais informação para auxiliar a sua população”, afirmou.

Pesquisador do Departamento de Física da UFMS e coordenador do projeto, o Professor Doutor Moacir Lacerda apresentou todo o processo de desenvolvimento do projeto e como os sensores funcionam. “Já houve em Campo Grande sete sensores, porém é necessário cobrir a cidade com mais sensores porque o ganho eletrônico é realizado para reconhecer as descargas em determinada distância”, explicou.

Segundo Lacerda, os sensores conseguem antecipar a queda de raios em uma média de tempo de 15 minutos. Em alguns casos consegue antecipar de 25 a 30 minutos. “Em dez minutos é possível interromper uma atividade física em uma escola ao ar livre, recolher as pessoas que estão expostas em um trabalho de campo e que estão em condição de risco, dar um alerta para as empresas de eletricidade para indicar as regiões mais críticas em que podem ocorrer descargas e comprometer o fornecimento de energia elétrica e mesmo deslocar a atenção da defesa civil porque uma diferença de dez minutos pode salvar uma pessoa”.

As meteorologistas Balbina Soriano, da Embrapa Pantanal, e Cátia Braga, do Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec) pela Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), apresentaram as questões específicas da realidade da meteorologia em Mato Grosso do Sul e como o papel desses profissionais é essencial para o desenvolvimento de diversas atividades sociais e econômicas. Participou também do evento, ministrando a última palestra da tarde, o professor meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria, Ernani Nascimento.

Bianca Iglesias Motta (Fundect)