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Sem médico, sem professor e com muitos comissionados, Olarte perdeu controle da gestão

Campo Grande vivi talvez um de seus piores momentos. Hoje começa greve dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) e a greve dos médicos continua.

Com isso, apenas 30% dos professores dos mais de 100 mil alunos da Reme terão aula e apenas 30% dos médicos que atendem toda população da Capital estão atuando. O motivo descumprimento de leis municipais, o que, na prática, já configura crime de improbidade administrativa, porém, o Prefeito, que se diz “blindado” não negocia nem reconsidera a decisão de cortar gratificações de professores e médicos.

Falta de diálogo não foi. Os dois sindicatos que representam os médicos e professores buscaram conversar com Olarte, com o secretário de administração Wilson do Prado, mas nenhum acordo foi feito. Prefeito cortou gratificações e não concedeu os reajustes salarias das categorias que por lei já deveria ter sido aplicado em maio.

Somando a isso, Olarte é alvo de uma ação civil do MPE (Ministério Público Estadual) por nomear funcionários fantasmas. Hoje, existem ainda 1173 comissionados na Prefeitura. Sábado o MS Notícias mostrou a lista completa com todos comissionados e onde eles atuam, a maioria, “trabalha” na Segov (Secretaria de Governo e Relações Institucionais), pasta de Rodrigo Pimentel, filho do desembargador Sideni Soncini Pimentel, que, conforme escutas do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), é tido por agiotas e até por Ronan Feitosa, como homem escolhido por Olarte para “resolver os problemas”.

Prefeito Gilmar Olarte/Foto: Wanderson

MS Notícias