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Saúde confirma 3º caso de zika em gestante da Capital; bebê nasce essa semana

zikavirus
Líquido amniótico e sangue do cordão umbilical serão solicitados para análise

Foi confirmado, nesta quarta-feira (20), o terceiro caso de zika vírus em uma gestante de Campo Grande. Ela estaria no estágio final da gestação, com possibilidade de parto ainda nesta semana.

Conforme o secretário adjunto de Saúde, Victor Rocha, trata-se do primeiro caso em que a doença é diagnosticada próximo do parto. Familiares proibiram a divulgação de dados da paciente, enquanto equipe multidisciplinar monitora a mãe e o bebê.

O Portal Correio do Estado apurou que técnicos da prefeitura solicitaram a coleta do líquido amniótico e do sangue do cordão umbilical, durante o nascimento, para análise.

Este é o terceiro caso de zika vírus confirmado, desde novembro, na Capital. O primeiro ocorreu com uma jovem, de 21 anos, do Distrito de Anhanduí. Ela estava nas primeiras semanas de gestação, o que impõe cuidados diferenciados dada a possibilidade de malformação do feto e evolução para microcefalia. Já o outro foi notificado em jovem de 25 anos, com 27 semanas, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Almeida.

Todos os casos são monitorados pelo Centro de Doenças Infecto-parasitárias – Hospital Dia (Cedip). No local, as gestantes são acompanhadas por equipe multidisciplinar composta por psicólogos, infectologistas e obstetras durante as fases de pré e pós-natal.

ALERTA

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e febre chikungunya, o zika vírus teve confirmada sua relação com casos de malformação de fetos e microcefalia. Entre novembro e dezembro do ano passado, foram notificados 677 casos na Capital.

Na segunda-feira (18), a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência em decorrência da epidemia de dengue, febre chikungunya e zika vírus. Com prazo de 180 dias, a medida permite dispensa de licitação para aquisição de bens e serviços e foi decorrente do expressivo aumento na demanda de exames laboratoriais e consultas nas unidades de pronto atendimento no quatro quadrimestre de 2015.

Doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti
(Foto: Correio do Estado/Arquivo)

KLEBER CLAJUS

Correio do Estado