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Rugby Feminino conquista primeiro lugar em campeonato paulista

Time foi até Garça e ganhou de duas equipes de lavada

A equipe de Rugby Feminino Guaicurus de Três Lagoas garantiu o primeiro lugar no campeonato Lopar (Liga Oeste de Rugby), realizado em Garça, no interior de São Paulo, no último sábado (23).

O time, composto por sete meninas, enfrentou dois times. No primeiro jogo, elas ganharam de 15 a 0 do time Hydra, de São José do Rio Preto e no segundo conquistaram nada menos do que 39 pontos contra 0 do Açor de Dracena.

De acordo com Karime Marques, uma das integrantes do time, essa foi a primeira vez que o Rugby Feminino conquista o primeiro lugar. O time foi fundado em setembro de 2012 e pelo menos 50 meninas já participaram dos treinos. Hoje, a equipe conta com 15 jogadoras.

Segundo a atleta, apesar de pequena a equipe mostra desempenho positivo em campo e superação. “O Hydra, por exemplo, é um time forte, já perdemos para ele. Neste final de semana, contudo, garantimos a vitória. Estamos felizes com o resultado e pretendemos continuar com esse empenho e dedicação”, disse.

Agora, a equipe continuará com os treinamentos que acontecem três vezes na semana. As terças-feiras às 22h e as quintas às 20h30 na Lagoa Maior e aos domingos, elas treinam na Aden, a partir das 15h.

Conforme Karime, para praticar o esporte, basta ir aos treinos. O Rugby é um esporte que aceita pessoas de todas as idades e biótipos. Porém, para participar dos campeonatos é necessário apresentar atestado médico.

A atleta destaca que os participantes seguem à risca os cinco princípios do Rugby: integridade, respeito, solidariedade, paixão e disciplina. “Esses títulos não são aplicados apenas em campo, mas também na nossa vida, no dia a dia”, disse.

O RUGBY

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, o Rugby não é comparado ao futebol americano pelos atletas que o praticam. Segundo Karime, que pratica o esporte há dois anos, a bola é passada para trás e não para frente como no futebol americano. Só pode derrubar o jogador que estiver com a bola e ela deve ser levada até o final da linha do campo e posta ao chão.

DIFICULDADES

Apesar do Rugby Feminino participar de vários campeonatos e treinar semanalmente, nem tudo são flores. Segundo Karime, falta incentivo financeiro e a maioria das viagens para as disputas é arcada pelos próprios jogadores. “No começo de cada ano já traçamos as ações para angariar fundos. Conseguimos participar do último campeonato porque vendemos polpas de frutas. Jogamos pela paixão, por isso lutamos para conseguir participar dos campeonatos”, completou.

 

Gisele Mendes

Hojemais, Três Lagoas