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PrevenRio reúne no Rio de Janeiro profissionais das áreas de emergência e de Saúde e segurança do Trabalho – SST

Equipe da Eldorado Brasil Celulose recebe o Prêmio Proteção Brasil por cases de sucesso em segurança do trabalho

A capital do Rio de Janeiro sediou, de 19 a 21 de agosto, a 6a PrevenRio – Feira Nacional de Saúde e Segurança no Trabalho e Expo Emergência.

O evento, que deverá receber em torno de 20.000 visitantes, tem como propósitos discutir as realidades brasileira e regional nas áreas de Saúde e Segurança do Trabalho e emergência, além de ser palco de lançamentos de novidades em soluções e equipamentos para as duas áreas.

Como atividades paralelas, 20 eventos de qualificação e atualização profissional, como workshops, cursos, seminários e congressos serão realizados nos três dias da mostra. Estas atividades começam sempre às 8h, estendendo-se ao longo do dia. A feira será aberta a visitação da 13h às 20h, com entrada franca. A PrevenRio/Expo Emergência acontece no Centro de Convenções Sul América, que fica na esquina das avenidas Paulo de Frontin e  Presidente Vargas – Cidade Nova.

 

REGIÃO SUDESTE REDUZ ACIDENTES

O Sudeste é a região brasileira mais populosa e industrializada e historicamente também a região que gera mais empregos formais no Brasil. O país tem hoje um total de 50 milhões de empregos diretos com carteira assinada dos quais 50% estão na região.

Segundo os últimos dados disponíveis em 2012 o Sudeste respondeu por 54,9% dos acidentes de trabalho registrados, com 386.904 ocorrências. Embora seja grande a participação da região nas estatísticas, o Anuário Brasileiro de Proteção 2015 aponta para uma queda de 1,1% entre 2011 e 2012.

As mudanças no perfil econômico, especialmente no Rio de Janeiro, são segundo analistas da área de SST, os principais motivos para manter a região na liderança quanto aos números de acidentes. O incremento de obras na área de construção civil, estaleiros e portos, atividades que possuem um perfil acidentário maior do que as de serviços e comércio, colocam o Estado na liderança.

O Estado do Rio de Janeiro foi o único na região que registrou aumento de acidentes, passando de 49.310 acidentes de trabalho em 2011 para 51.651 em 2012, com acréscimo de 4,7% nas ocorrências. Já Minas Gerais reduziu em 1% as ocorrências, caindo de 77.899 acidentes para 77.116 em 2012. O Espírito Santo registrou uma queda de 3,9% na região (de 13.809 para 13.271). Em São Paulo os registros também diminuíram de 250.306 para 244.866, representando 2,2% menos ocorrências.

As estatísticas mostram ainda que os estados do Sudeste registraram queda no número de registros de trabalhadores incapacitados permanentemente. São Paulo reduziu em 13,7% (4.485 para 3.869), Minas Gerais em 12,1% (1.706 para 1.499), Rio de Janeiro em 4,6% (830 para 792) e Espírito Santo em 2,9% (272 para 264).

Quanto ao número de óbitos na região, Minas Gerais foi o único estado que apresentou aumento de 4,9% em 2012 (de 348 para 365). Rio de Janeiro foi o que teve a maior redução, com 14,1% (de 199 para 171). O Espírito Santo diminuiu em 9,1% as suas fatalidades (de 99 para 90). Em último lugar está o Estado de São Paulo, apresentando uma queda de 7,8% (passando de 730 para 673).
Por outro lado, os dados mostram um aumento na ocorrência de acidentes durante o trajeto dos trabalhadores de suas casas para o trabalho  e vice-versa em dois estados da região. No Rio de Janeiro o crescimento neste tipo de ocorrência foi de 5,1%, em São Paulo o aumento foi de 3,4%. O Espírito Santo sofreu redução de 3,5%,

 

NÚMEROS NACIONAIS

O ano de 2012, último período sobre o qual o governo divulgou estatísticas, mostra que houve uma redução de 2,1% no total de acidentes de trabalho no Brasil – foram 705.239 ocorrências, quando em 2011 haviam sido 720.629 acidentes registrados

É importante lembrar que o levantamento reflete apenas uma parte da realidade, já que considera apenas o universo de 47.458.712 trabalhadores registrados com carteira assinada. Este contingente, por sua vez, corresponde a 49,2% da população economicamente ativa, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O que significa que metade – 50,8%) – da classe trabalhadora do país, incluindo profissionais autônomos, empregadores, militares e estatutários, além de empregados e trabalhadores domésticos informais, não está contemplada nas estatísticas acidentárias da Previdência.
Soma-se a isto o fato de que ainda há empresas que burlam as leis, e não notificam acidentes de trabalho, o que tem reflexos sobre os números oficiais.

Sediada no município de Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul, a Eldorado Brasil Celulose (www.eldoradobrasil.com.br) recebeu dois prêmios nesta edição. Inaugurada em 2012, a Empresa foi criada respeitando todas as medidas em Segurança e Saúde no Trabalho e, mesmo com pouquíssimo tempo de operação, foi reconhecida pela implementação do Manual de Procedimentos de Segurança (categoria Melhor Case de Formação e Comunicação em SST) e pelo Mapeamento de Segurança para Processos de Base Florestal (categoria Melhor Case de Gerenciamento de Risco).

“Organizamos todas as boas práticas de maneira agradável, sistemática e acessível aos trabalhadores. Diante disso, complementamos o Manual com a Cartilha de Segurança do Trabalho, um guia de normas e diretrizes que visa o bom desempenho dos mais de 2,5 mil colaboradores florestais e busca extinguir riscos à operação”, explicou Osvaldo Costa, coordenador de segurança do trabalho florestal da Eldorado Brasil.

O especialista ainda palestrou no Seminário Proteção Brasil, um dos eventos paralelos da PrevenRio. No dia 19 de agosto, Costa apresentou o case sobre a adoção da Cartilha de Segurança do Trabalho e no dia 20 falou sobre o Mapeamento.

 

ALERTA NO TRAJETO

Um dado estatístico que coloca os profissionais de SST em alerta é o número de acidentes de trajeto, aqueles ocorridos enquanto o trabalhador se desloca de casa para o trabalho e vice-versa. Em 2012 um total de 102.396 trabalhadores se acidentaram nestes deslocamentos.

São números que não registram mudanças na proporcionalidade, desde 1970 – os índices se mantêm com o passar dos anos, proporcionalmente ao número de trabalhadores. O que significa que o país não tem conseguido desenvolver formas de diminuir os riscos da mobilidade urbana.
MÃOS E BRAÇOS AINDA SÃO PARTES MAIS AFETADAS

Os membros superiores – mãos e braços – ainda são as partes do corpo mais atingidas por acidentes de trabalho no Brasil. Foram 245.470 caos, ou seja, 34,81% de todos os registros.

Já os membros inferiores estão em 15,2% do total de acidentes – 107.211 registros. Fraturas das pernas, incluindo tornozelos, fraturas dos pés, e traumatismos superficiais das pernas tiveram os maiores registros.
Os números mostram a importância da aplicação da NR-12, que está focada exatamente na proteção de mãos, braços e cabeça. As estatísticas é que levaram o governo a priorizar a implantação da Norma, pois as mutilações eram provocadas em sua maioria por máquinas sem proteção.