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População defende fim da reeleição e do voto obrigatório

Proposta de reforma política que deve ser votada neste semestre

Dois pontos da Reforma Política contam com aprovação unânime de populares ouvidos nas ruas de Campo Grande pelo Correio do Estado: o fim da reeleição para o Executivo e Legislativo e  fim do voto obrigatório. A questão foi discutida, ontem, em Campo Grande pelo relator da proposta na Câmara dos Deputados, Marcelo Castro (PMDB-PI) com as lideranças do seu partido.

Veja abaixo o que dizem alguns entrevistados.

O jornaleiro Moacyr Goiris, 53 anos, pondera que não é a implantação imediata da reforma que melhorará a política brasileira, mas que as mudanças serão o ponto de partida. “A mudança no atual pode estar aí. Sou a favor de acabar com a reeleição porque é uma forma de garantir que trabalhem por nós, ao invés de ficar preocupado em faturar para sua campanha”, opina.

A gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) fez o enfermeiro José Antônio da Cruz, 31 anos, defender o fim da reeleição. “Prova disso é a Dilma, que começou bem e agora desandou. (O fim da reeleição) evita que aquele que não foi bem seja eleito de novo”, afirma.

Para a esteticista Greycielle Nunes de Melo, 28 anos, o fim do voto obrigatório estimularia a classe política a desenvolver um bom trabalho para a população. “Não adianta nos obrigar a votar se não temos boas opções. Se acabar com a obrigatoriedade, eles vão se esforçar mais para conquistar nossa preferência”, acredita.

 

Correio do Estado