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Poeta Manoel de Barros morre aos 97 anos em Campo Grande

Morreu nesta quinta-feira (13), às 8h05min, aos 97 anos, o poeta Manoel de Barros. Ele havia passado por uma cirurgia de desobstrução do intestino e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Proncor de Campo Grande.

A morte foi confirmada em nota enviada pelo hospital e assinada pela coordenadora médica da UTI, Carmelita A. Vilela. O poeta completaria 98 anos no dia 19 de dezembro. O velório acontece Cemitério Parque das Primaveras e o sepultamento, que aconteceria às 8h de amanhã (14), foi remarcado para hoje, às 17h.

O fazendeiro, advogado e poeta Manoel de Barros nasceu em Cuiabá (MT), em 1916. Mudou-se para Corumbá e depois para Campo Grande, onde morava atualmente.

Na família, era chamado carinhosamente de Nequinho. Ele escreveu 18 livros de poesia, além de livros infantis e relatos autobiográficos. Recebeu prêmios literários, incluindo dois Jabutis, em 1989, com “O Guardados de Águas” e, em 2002, com “O Fazedor do Amanhecer”.

Obras

1937 — Poemas concebidos sem pecado.

1942 — Face imóvel.

1956 — Poesias.

1960 — Compêndio para uso dos pássaros.

1966 — Gramática expositiva do chão.

1974 — Matéria de poesia.

1980 — Arranjos para assobio.

1985 — Livro de pré-coisas. [Ilustração da capa: Martha Barros].

1989 — O guardador das águas.

1990 — Gramática expositiva do chão: Poesia quase toda.

1993 — Concerto a céu aberto para solos de aves. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira.

1993 — O livro das ignorãças.

1996 — Livro sobre nada. (Ilustrações de Wega Nery).

1996 — Das Buch der Unwissenheiten. Edição da revista alemã Akzente.

1998 — Retrato do artista quando coisa. [Ilustrações de Millôr Fernandes].

2000 — Ensaios fotográficos.

2000 — Exercícios de ser criança.

2000 — Encantador de palavras. Edição portuguesa.

2001 — O fazedor de amanhecer

2001 — Tratado geral das grandezas do ínfimo. [Ilustrações de Martha Barros].

2001 — Águas.

2003 — Para encontrar o azul eu uso pássaros.

2003 — Cantigas para um passarinho à toa.

2003 — Les paroles sans limite. Edição francesa.

2003 — Todo lo que no invento es falso. [Antologia]. Espanha

2004 — Poemas Rupestres.[Ilustrações de Martha Barros].

2005 — Riba del dessemblat. [Antologia poètica]. Edição catalã. [Lleonard Muntaner, Editor].

2005 — Memórias inventadas I. [Ilustrações de Martha Barros].

2006 — Memórias inventadas II. [Ilustrações de Martha Barros].

2007 — Memórias inventadas III. [Ilustrações de Martha Barros].

2010 — Menino do Mato.

2010 — Poesias Completas.[Editora LeYa].

2011 — Escritos em Verbal de Aves. [Editora LeYa].

2013 — Portas de Pedro Viana.

Prêmios e condecorações

1960 — Prêmio Orlando Dantas. Diário de Notícias, com o livro “Compêndio para uso dos pássaros”.

1966 — Prêmio Nacional de poesias, com o livro “Gramática expositiva do chão”.

1969 — Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, com o livro “Gramática expositiva do chão”.

1989 — Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria Poesia, como o livro “O guardador de águas”

1990 — Prêmio Jacaré de Prata da Secretaria de Cultura de Mato Grosso do Sul, como melhor escritor do ano.

1996 — Prêmio Alfonso Guimarães da Biblioteca Nacional, com o livro “Livro das ignorãças”.

1997 — Prêmio Nestlé de Poesia, com o livro “Livro sobre nada”.

1998 — Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, pelo conjunto da obra.

2000 — Prêmio Odilo Costa Filho da Fundação do Livro Infanto Juvenil, com o livro “Exercício de ser criança”.

2000 — Prêmio Academia Brasileira de Letras, com o livro “Exercício de ser criança”.

2002 — Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria livro de ficção, com “O fazedor de amanhecer”

2005 — Prêmio APCA 2004 de melhor poesia, com o livro “Poemas rupestres”.

2006 — Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira, com o livro “Poemas rupestres”.

2010 — Prêmio Bravo (Bradesco Prime de cultura), como Artista Bradesco Prime 2010.

2012 – Prêmio de Literatura da Casa da América Latina/Banif 2012 (Portugal), de criação literária, pelo livro “Poesia completa”, publicado pela Caminho.

 

TARYNE ZOTTINO

Matéria editada às 13h para atualização de informações

viaPoeta Manoel de Barros morre aos 97 anos em Campo Grande – Correio do Estado.

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