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Penitenciária de Três Lagoas cria projeto social com horta hidropônica

O projeto é social e sem fins lucrativo. Além disso, há remição da pena

A Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas iniciou um projeto social com a criação de uma horta hidropônica, implantada dentro de um dos pavilhões da unidade, com administração realizada pelos próprios internos.Em entrevista com o diretor da unidade, Raul Augusto Aparecido Sá Ramalho, foi informado que o projeto teve início em agosto de 2015, após uma ideia oriunda do próprio diretor, que já tinha experiência devido a trabalhos de sua família no cultivo hidropônico. “O projeto tem um cunho social e seu objetivo é ressocializar os internos”, conta.

Com relação ao êxito do projeto, o diretor ressaltou que tudo aconteceu de maneira organizada, e que muitos questionaram se seria possível desenvolver a ideia. E foi fazendo uso de canos de PVC, produtos presentes na própria unidade penal e outros itens doados, que a horta surgiu.

O projeto faz uso da cultura hidropônica, que quer dizer trabalho na água. O trabalho é realizado em um cultivo sem solo ou cultivo de plantas na água. E apesar do que muitos pensam, essa não é uma prática moderna. A prática é conhecida desde o tempo do Egito Antigo, da China e dos astecas. Atualmente a técnica é utilizada no mundo inteiro, para a produção de plantas com fins alimentícios e ornamentais.

Entre os produtos produzidos estão alface crespa, roxa e americana, rúcula, almeirão e couve. Grande parte das hortaliças são doadas para instituições de Três Lagoas, e uma parte é vendida para arrecadar dinheiro para compra de novas sementes e utensílios para manutenção.

Outro ponto importante do projeto é que, devido à colaboração dos internos, é realizado o processo de remição, no qual a cada 3 dias trabalhados o detento tem 1 dia reduzido na pena.

“Está uma forma de mostrar um lado positivo da unidade, afastando os pontos negativos em torno de assuntos como: entrada de drogas e rebeliões, que muitas vezes denigrem a penitenciária”, desabafou o diretor.

 

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Max Souza
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