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Médicos aceitam proposta da Prefeitura e retomam atendimentos nesta terça-feira

Em assembleia, categoria decidiu pelo fim da greve depois de seis dias de paralisação

Depois de seis dias de greve, o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS) aceitou a proposta da Prefeitura, durante assembleia realizada nesta segunda-feira (11), e os médicos da rede municipal de saúde devem retomar os atendimentos nesta terça-feira (12). A categoria entrou no chamado “estado de greve”, ou seja, se a prefeitura não cumprir o acordo, a paralisação será retomada. Uma nova assembleia foi marcada para quinta-feira, quando será decidido o fim da greve ou a volta da paralisação.

Na próxima assembleia será decidido se haverá a continuidade da paralisação ou não, dependendo do cumprimento estabelecido pela prefeitura, que envolve publicação no Diário Oficial do Município, de Decretos e Resoluções restabelecendo as gratificações que envolvem: gratificação de desempenho médico, gratificação de incentivo básico ambulatorial, adicional de responsabilidade técnica e gratificação por trabalho noturno), com pagamento na forma estabelecida no acordo, bem como a publicação de medida revogando as medidas anteriores que retiravam o direito aos plantões, retornando à situação anterior.

No caso de retorno da greve será cumprido o acordo, ou seja, voltará o atendimento nas UPAs e CRSs com 50% (cinquenta por cento) do efetivo médico trabalhando.

Na última sexta-feira (8) foi realizada uma reunião entre a Prefeitura, Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), O Ministério Público Estadual (MPE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e representantes do Sinmed.

Nesta reunião foi apresentada a proposta de retorno imediato das gratificações e pagamento retroativo do benefício a categoria. Além disso, ficou em aberto a negociação da data-base.

GREVE

Devido a greve, cerca de 600 atendimentos que eram realizados todos os dias nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) foram reduzidos em  apenas 200, queda de 65%. Para manter os 30% de efetivo exigido por lei, os profissionais fizeram esquema de revezamento, ou seja, enquanto alguns trabalham, outros aguardam a vez.

A primeira paralisação ocorreu no atendimento nas unidades básicas de saúde, onde os atendimentos que estavam agendados, principalmente os da atenção básico, foram suspensos.

Cartaz com aviso de greve foi fixado nos postos de saúde
(Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado)

Correio do Estado