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Hospital Auxiliadora se pronuncia sobre caso de cobrança no atendimento de parto de urgência

O Hospital Auxiliadora através de nota a imprensa se posicionou referente ao caso veiculado pela Rádio Caçula na data desta segunda-feira (13) em que noticiava a denuncia de um casal que informou que fora obrigado pela instituição médica a realizar o pagamento de R$ 3.600,00 para que uma cesariana emergencial fosse realizada.

A Gestante Vanessa Maria da Silva, 31 anos, foi admitida e internada no Hospital Auxiliadora em 08/07/2015 às 21h00 pelo médico de plantão.

A paciente está na terceira gestão, já com 2 partos normais anteriores, sendo 2 filhos vivos e saudáveis (segundo informações da mesma paciente), portanto com excelentes pré-requisitos para realização de parto vaginal ou normal.

Paciente foi devidamente avaliada pelo médico de plantão e devidamente internada para avaliação e observação para realização de exames. Foi realizado exame físico minucioso, cardiotocografia e controle e observação de vitalidade fetal e condições maternas.

O Hospital Auxiliadora, assim como a equipe médica seguem os mais rigorosos critérios e protocolos médicos preconizados, e como tal deve seguir as normativas regulamentadas pelo Ministério da Saúde. Classificado como Hospital Amigo da Criança e Rede Cegonha este serviço deve seguir os critérios de segurança de acompanhamento do parto humanizado, como amplamente divulgado pela mídia e órgãos de saúde internacionais.

A paciente estava devidamente assistida e internada pelo SUS, sob cuidados médicos rigorosos e nenhum momento foi proposto o pagamento por qualquer valor para a execução do parto.

A paciente recusou-se à medicação e recusou-se a condução de parto normal e cuidados médicos propostos, passando a exigir uma cesariana, que por sua própria iniciativa foi contratada, não querendo de forma alguma ter seu parto por via normal, como já havia tido anteriormente em seus 2 últimos filhos. A paciente e o bebê, conforme todos os exames realizados encontravam-se em boas condições e evolução, aguardando apenas a conclusão diagnóstica e conduta. No serviço de obstetrícia do Auxiliadora, todo procedimento, seja parto normal ou cesariana é realizado sem nenhum custo ao paciente, quando internada pelo SUS, desde que, preconizadas pela conduta e protocolos, que são rigorosamente seguidos por seus profissionais.

RELEMBRE O CASO

A equipe de reportagem da Rádio Caçula foi acionada por José Alonso que fez uma grave denúncia ao Hospital Auxiliadora.

Segundo ele, sua esposa, Vanessa Maria da Silva, residente na Rua dos Músicos, no Bairro Jardim Violetas em Três Lagoas, sentiu fortes dores na última semana e foi conduzida na noite da última quarta-feira (08) para o hospital.

Ao ser iniciado os atendimentos na paciente foi constatado que a bolsa amniótica havia estourado, mas a mulher não tinha a dilatação adequada para o parto normal.

Segundo ainda o denunciante, o médico que atendeu a paciente disse aos familiares que o parto deveria ser cesariana para proteger a mãe e o bebê, mas a direção do hospital não aceita este tipo de procedimento feito pelo SUS (Sistema único de Saúde).

“A dilatação adequada seria alcançada em dois ou três dias e, o médico disse que nesse prazo o bebê sofreria falta de oxigênio no cérebro”, informou o entrevistado. A família foi informada pelos funcionários do hospital que para que fosse feito o procedimento emergencial de cesária, a família teria de pagar R$ 7.000,00 (sete mil reais) ou aguardar a dilatação para o parto normal.

Devido as dores da futura mãe, uma irmã da paciente ao ver sua irmã agonizando de dor e no desespero, resolveu se unir com os familiares para tentar arrecadar o dinheiro, mas há principio não conseguiram juntar o montante.

Devido a direção do hospital baixar o valor do procedimento para R$ 3.600,00 (três mil e seiscentos reais), a família conseguiu dinheiro emprestado para pagar a cesária. O dinheiro arrecado seria para que eles – família – quitassem as contas em aberto.

CRIME DE FURTO

Além de todos os imprevistos, a família também teve outro problema dentro da unidade particular.O aparelho celular de Vanessa foi furtado no quarto em que ela se encontrava e, em contato com o hospital, pra saber as providências, os familiares foram informados que o aparelho eletrônico possivelmente foi levado no meio dos lençóis e teria sido triturado na lavanderia. Mesmo admitindo a culpa, a direção não se prontificou em repor o aparelho ou ressarcir o valor do mesmo.

Diante os fatos, a reportagem entrou em contato com o Defensor Público, Dr. Olavo Colli Júnior, responsável pela área da saúde em Três Lagoas e, segundo ele, não poderia dar nenhum parecer, pois ainda não têm conhecimento do caso e, recomendou que a família procure a Defensoria Pública, mas, ressaltou que, nos casos de urgência em que o cidadão necessita de atendimento imediato, o hospital tem a obrigação de realizar o que for preciso para resguardar a integridade física e psicológica do cidadão e, posteriormente receber os custos do Estado.

Por: Da Redação com fotos de TL Notícias