Economia

Greve de caminhoneiros afeta abastecimento e produção em Mato Grosso do Sul

(Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado)

Paralisação já prejudica setor de frigoríficos, escoamento de grãos e até combustíveis

A paralisação dos caminhoneiros, que chegou ontem ao quarto dia em Mato Grosso do Sul, já afeta a distribuição de combustíveis no interior e ameaça o escoamento de grãos e a produção frigorífica do Estado. Pelo menos, um frigorífico já parou as atividades.

O protesto é contra a carga tributária incidente sobre os combustíveis e o aumento dos preços desses produtos. Ontem, foram fechados seis pontos de rodovias federais, que cortam Mato Grosso do Sul. No final da tarde dois locais foram liberados e até o final da noite de ontem, a previsão da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é que todos estivessem com livre acesso. Novos bloqueios são prometidos para a próxima semana, por prazo maior, de até 72 horas.

Em razão da paralisação dos caminheiros, o JBS parou a produção de oito unidades no País, sendo uma em Mato Grosso do Sul (em Sidrolândia). Conforme a empresa, a unidade sul-mato-grossense abate 200 mil aves por dia.

De acordo com o gestor do Departamento de Produção da Famasul, Lucas Galvan, se a paralisação seguir até amanhã, a produção e comercialização de grãos serão afetadas. “Esse protesto ocorre em um momento crucial, com colheita de soja e plantio de milho safrinha”, observa Galvan. Ele explica que os produtores, tanto na colheita quanto no plantio, precisam do óleo diesel para abastecer as suas máquinas. “Em alguns municípios, como Rio Brilhante, começa a faltar combustíveis”, afirmou o técnico. O Correio do Estado entrou em contato com um posto dessa cidade e a gerente do estabelecimento afirmou não ter recebido óleo diesel. “O motorista, que vinha de Campo Grande trazendo diesel, ligou pra mim e disse não poderia chegar aqui por causa do bloqueio”, contou a fonte.

 

viaGreve de caminhoneiros afeta abastecimento e produção em Mato Grosso do Sul – Correio do Estado.