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Governo negocia reajuste de professores e atraso das aulas

Reajuste do piso salarial dos professores pode não acontecer

Atraso no reajuste de professores e início do ano letivo serão negociados na próxima semana em Mato Grosso do Sul. O objetivo, conforme a governadora em exercício Rose Modesto (PSDB), consiste em avaliar o impacto financeiro da atualização salarial e dos estragos causados pelas chuvas nos municípios.

Sobre o reajuste, a Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização (SAD) estaria avaliando como incorporar ao salário dos professores atualização de 11,36% no piso salarial da categoria. Havia pleito de governadores e prefeitos ao governo federal para que o reajuste ocorresse somente em agosto. A justificativa seria a crise financeira. O pedido, no entanto, não foi atendido por força de lei e o valor de R$ 1.917,78 elevou-se para R$ 2.743,65 retroativo a janeiro.

Em relação ao ano escolar, Rose Modesto pontuou que estudo e negociação definirão o retorno das aulas a partir de 18 de fevereiro.

“Está sendo feito levantamento para saber quantos municípios os estragos impedem a passagem dos ônibus e as escolas que estão ocupadas com famílias desabrigadas pela chuva. Isso vai ser dialogado antes de qualquer decisão”, ressaltou, durante solenidade militar na Base Aérea da Capital.

Os municípios de Aquidauana, Miranda e Dois Irmãos do Buriti devem ser os primeiros a ser visitados, na segunda-feira (18), pela governadora em exercício e equipes de Infraestrutura e Defesa Civil do Estado. Rose Modesto substitui o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em férias até o fim do mês.

Rose defende o diálogo para ambos os impasses
(Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado)

KLEBER CLAJUS