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Governo alia capacidade administrativa com vontade política e dá rumos à Saúde

Em resposta às incertezas sobre o acerto ou erro de optar uma novidade política fora do eixo dos dois partidos que dominavam o cenário sul-mato-grossense, o governo de Reinaldo de Barros aliou capacidade administrativa com vontade política, nesse caso complementada com o apoio costurado com os dois outros poderes, e colocou em prática uma linha de ação que poderá sanar um dos maiores problemas dos municípios, estados e país: a Saúde Pública.

Na condição de um incômodo telhado de vidro que deveria tirar as luzes do governo anterior que deixou o poder com alto índice de aprovação e sem pretender se fixar na incômoda situação de debater com palavras ao invés de apresentar ações, que são sempre cobradas nos inícios de governo em função das promessas de campanha, o governador Reinaldo Azambuja, de posse da ampla pesquisa feita pelos tucanos que apontou a saúde – ou a falta dela – como prioridade nas ações esperadas dos governantes, antes ainda de completar 100 dias de gestão, lança a Caravana da Saúde. Pelo que foi apresentado em sua primeira edição realizada nesse domingo (29) no município de Coxim, um dos micropolos definidos para a implantação do projeto, acertou, e a população agradeceu.

Os péssimos atendimentos de saúde infelizmente não são uma prerrogativa de Mato Grosso do Sul, ou de seus 79 municípios. Os escândalos de corrupção na área, também não, ainda que tenhamos ganhado um nocivo destaque em rede nacional com a Operação Sangue Frio da Polícia Federal, e sua Capital com o emblemático caso GISA que consumiu mais de R$ 14 milhões sem nunca haver funcionado. Foi, então, no mínimo ousada a aposta de Reinaldo Azambuja em investir neste setor.

Ousada e temerária, afinal, a melhoria da saúde sempre foi um dos pontos mais explorados durante campanhas políticas. Sempre reacendeu a esperança da população, e sempre foi o motivo de seu desencanto. Mutirões de saúde não são novidades. A novidade agora é que o projeto não tem o mutirão, ou caravana, não é um fim em si, mas a propulsora de ações contínuas.

Como afirmou o próprio governador, “A Caravana vai passar, mas os serviços vão ficar”. Sem temor de que fossem notadas falhas no projeto, o governo realizou um evento grandioso nessa primeira Caravana, com a presença da imprensa de todo o estado. E mostrou uma estrutura bem definida, como ficou demonstrado no aparelhamento do Hospital Regional de Coxim, que recebeu equipamento de tomografia computadorizada, raio X, equipamentos para análises, e se prepara para receber equipamentos de hemodiálise.

Como toda boa ideia, ela partiu da mais simples lógica. Se os equipamentos de Raio X, e a própria tomografia podem enviar os resultados pela rede de computadores, não há a necessidade da presença do especialista em diagnóstico no hospital. Os exames serão transmitidos para a Capital e o diagnóstico segue, em alguns casos, em tempo inferior a 10 minutos. Dessa forma, os médicos da região poderão decidir se o tratamento é possível no Hospital Regional ou se há necessidade de transporte do paciente para os hospitais de Campo Grande. Com isso encerra-se a fase de Secretarias Municipais de Saúde que tinham como única estrutura da saúde as ambulâncias.

Pelo que se viu e ouviu da população que acorreu em busca de tratamento, o projeto foi um sucesso. Os elogios eram não apenas para a estrutura montada para o atendimento, mas pela forma como ele se dava. 170 profissionais da saúde, vários profissionais de apoio, voluntários, atendiam com presteza aos pacientes de todos os municípios da região.

O projeto recebeu a cooperação participativa de outros órgãos que oferecem uma gama variada de serviços, como o Detran, o Sebrae. Estiveram presentes autoridades dos três poderes, Judiciário, Legislativo e diversos secretários de governo.

Um dos responsáveis pela estruturação do projeto, secretário de Estado de Saúde, Dr. Nelson Tavares, questionado sobre o que sentia como médico por ver a saúde tratada daquela forma pelo poder público, respondeu que vindo de uma família de médicos era uma satisfação imensa, afinal, é comum o profissional médico ver seus esforços em prol dos pacientes serem anulados em função de falta de empenho dos governos. “É uma realização como médico e como gestor ver este projeto em ação. Pessoas que durante muitos anos aguardavam uma simples cirurgia, ou exames, sendo atendidas com respeito e dedicação por toda essa equipe que se dispôs a colaborar. E mais, saber que esse esforço concentrado é para acabar com a fila dos que aguardavam pelo atendimento, mas principalmente que não vai se encerrar aqui. Saber que a estrutura permanecerá no município e o bom atendimento será uma constante a partir de agora”, disse Nelson Tavares.

Que os próximos passos não tardem. Que o profissional médico nefrologista seja contratado em pouco tempo para que a população, conforme enfatizou o governador, estes pacientes não tenham que viajar 1.800 quilômetros todas as semanas para realizarem seus tratamentos. “Imagine que uma pessoa tenha que ir três vezes por semana para Campo Grande, numa viagem de 600 quilômetros entre ida e volta, mais o tempo do tratamento. Essa pessoa perde três dias por semana. O paciente é impedido de ter uma vida normal e passa a viver em função do tratamento. Isso é desumano. É injusto,”disse.

Determinação para trabalhar, equipe capacitada e vontade política, esses são os principais ingredientes da Caravana da Saúde. Como definiu o deputado Junior Mochi, presidente da Assembleia Legislativa e que fez sua carreira política naquele município: “Nesta hora não existe oposição e situação. O benefício que trará à população não pode nos colocar em lados opostos, por isso estamos aqui representando todos os 24 deputados, acompanhados das autoridades do Judiciário. São os três poderes unidos trabalhando pelo Mato Grosso do Sul”, finalizou.

Na ocasião foram entregues novas cadeiras de rodas em substituição à antigas e sem condições de uso. Ainda durante o evento o governador fez a entrega de uma viatura para o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de Coxim.

Para abril está prevista a segunda fase da Caravana, que levará os quatro caminhões para a microrregião de Ponta Porã com os eventuais erros já sanados.

 

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