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Flamengo é goleado pelo Atlético Mineiro e perde vaga na final

Se no Maracanã, semana passada, a torcida rubro-negra empurrou o Flamengo até a vitória por 2 a 0, nesta quarta-feira, no Mineirão, os torcedores do Atlético-MG souberam fazer a pressão necessária para mais um “milagre” no estádio. Sob o mantra do “Eu acredito”, o time de Belo Horizonte conseguiu repetir a façanha das quartas de final, contra o Corinthians, quando perdeu o jogo de ida pelo mesmo placar, sofreu um gol em casa mas conseguiu superar as adversidades e goleou por 4 a 1, conquistando a vaga na final da Copa do Brasil. Agora, o time enfrentará o arquirrival Cruzeiro, que empatou com o Santos em 3 a 3, na Vila Belmiro. As finais serão nos dias 12 e 26.

— A gente não jogou, não ficou com a bola, não fez o quer tinha que ser feito. Não sei o motivo, mas não conseguimos, não teve atenção — disse um atordoado Wallace ao fim do jogo.

De um lado, o Flamengo jogava com o regulamento, que lhe dava a vantagem de perder por dois gols de diferença (2 a 0 para os mineiros levaria a disputa para os pênaltis). Do outro, o Atlético-MG, com a missão de marcar três gols a mais que o adversário. E a bola rolou como todos esperavam. O rubro-negro esperando o contra-ataque e a equipe de Levir Culpi, com apenas um volante, sufocando o rival desde o início.

Com um minuto de jogo, por exemplo, a jogada ensaiada de cobrança de lateral diretamente para a área de Marcos Rocha quase confundiu a defesa do Flamengo. Porém, os cariocas se mostraram atentos, apesar da tentativa de alguns torcedores do Atlético-MG de atrapalhar o sono dos jogadores, soltando fogos de madrugada, próximo ao hotel onde a delegação está hospedada.

O lateral Léo, que substituiu o capitão Léo Moura, machucado, estava bem acordado quando, aos nove minutos, tirou a cabeçada de Leonardo Silva quase na linha. Depois dos 15 minutos iniciais, a partida se acalmou e o Flamengo conseguiu tocar melhor a bola. Porém, os mineiros mantiveram a iniciativa. Paulo Victor teve trabalho nas insistentes bolas aéreas e contou com a sorte, aos 31 anos. Luan cruzou, Tardelli dominou, tirou de Wallace e Léo e chutou na trave.

O susto despertou o Flamengo. Ou melhor, Éverton, que voltou ao time após sofrer lesão muscular. Aos 33, ele recebeu de Nixon, passou por três marcadores de uma só vez e chutou cruzado no canto esquerdo de Victor: 1 a 0. Resultado que obrigava os mineiros a marcarem quatro gols a partir daquele momento.

A dificuldade não esmoreceu o Atlético-MG. Com a mortal bola aérea, alcançou o empate, aos 41. Douglas Silva cruzou, Leonardo da Silva passou pela bola, mas Carlos conseguiu completar. Faltavam mais 45 minutos para os mineiros fazerem três gols e para os cariocas segurarem o resultado.

Gols no fim

O começo do segundo tempo já dava indícios de que o Atlético-MG poderia repetir o feito já obtido contra o Corinthians, nas quartas de final, e em três oportunidades na Libertadores do ano passado. Além das bolas altas, os mineiros começaram a tocar a bola. Aos 11, Eduardo da Silva errou o passe, Luan cruzou, a bola desviou em João Paulo e Maicosuel, livre teve tempo de ajeitar e virar a partida: 2 a 1

A partir daí, foi praticamente ataque contra a defesa. O técnico Vanderlei Luxemburgo colocou Luiz Antônio, Élton e Matheus, nos lugares de Eduardo, Nixon e Éverton, para tentar cadenciar o jogo. Porém, o time do Flamengo mal conseguia ficar com a bola nos pés. Já o Atlético fez de tudo, mas a bola demorou a entrar. Aos 24 minutos, teve a chance em chute de Douglas Santos, que passou na frente de todo mundo, mas ninguém alcançou.

A pressão do time e da torcida do Mineirão lotado fizeram efeito. De tanto rondar a área rubro-negra, o Atlético-MG conseguiu seu objetivo. Primeiro, o terceiro gol, aos 35 minutos. Marion, de costas, tocou de peito para Dátolo. O argentino chutou forte e colocou a bola no cantinho cantinho esquerdo de Paulo Victor, que não conseguiu alcançar.

Faltava apenas um e ele veio aos 39 minutos. Após bate e rebate na área, Leonardo Silva conseguiu tocar de coxa para Luan, que chutou rasteiro, sem chances para o goleiro: 4 a 1. Torcida em êxtase e jogadores em festa. Mas o Atlético sabia que tinha mais alguns minutos para confirmar a vaga na final. Nos últimos suspiros, o Flamengo tentou fazer o gol da classificação em chute de Canteros, de longe, que Victor tirou a escanteio. Após a cobrança, a bola quase sobrou para Cáceres na pequena área, mas o volante não alcançou e Victor salv

 

Por: Mariana Rodrigues/Informações O Globo

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