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FFMS busca parceiros para liberar Morenão, sem jogos há um ano

Estádio foi usado para partida profissional pela última vez em abril de 2014; cartolas negociam com UFMS e Ministério Público para viabilizar laudos do Morenão

Liberar ou não, eis a questão. O estádio Morenão, tradicional palco do futebol sul-mato-grossense, não recebe jogos oficiais há mais de um ano por conta de uma recomendação do Ministério Público Estadual. A última partida foi a final do estadual de 2014, entre Cene e Águia Negra. Os problemas estruturais apontados pelo órgão são antigos e conhecidos: reparos na manta impermeabilizante da área coberta, ferragens expostas, corrimãos quebrados, pias sem sifão, entre outros. Elementos que, no entendimento da promotoria, colocam em risco a segurança dos torcedores.

Com a confirmação do Comercial-MS na Série D do Campeonato Brasileiro a partir de julho e a iminência da realização da segundona estadual, no segundo semestre, a cartolagem começou a se mobilizar em prol da liberação do estádio. Nesta quinta-feira, os dirigentes da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) tiveram uma reunião com o titular da 25ª Promotoria de Justiça, Fabrício Proença. Em pauta: o caminho para colocar o Morenão em condições de uso novamente.

Francisco Cezário, presidente da FFMS, quer mais jogos do Brasileirão no Morenão (Foto: Hélder Rafael)
Francisco Cezário, presidente da FFMS (Foto: Hélder Rafael)

– É perfeitamente possível liberar o Morenão. Primeiro precisamos dos laudos, que estão vencidos. O que esses documentos apontarem sobre necessidade de reformas, isso será passado aos engenheiros responsáveis e nós iremos buscar os parceiros. Tudo o que se fizer necessário para atender às recomendações do Ministério Público, iremos fazer – disse o presidente da federação, Francisco Cezário de Oliveira.

O dirigente está otimista quanto ao sucesso da empreitada. Diálogos já foram iniciados esta semana com a Pró-Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), administradora do estádio, e a expectativa é que a instituição apoie a liberação do Morenão.

Fundado em 1971, o Morenão já teve capacidade para mais de 40 mil pessoas, mas atualmente comporta 29,6 mil espectadores.

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Estádio Morenão, em Campo Grande (Foto: Hélder Rafael)

Por Hélder Rafael