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Expansão: Fibria e Eldorado Brasil

O projeto de expansão das duas maiores indústrias de celulose em Três Lagoas – Fibria e Eldorado Brasil – continua em pauta e gera expectativa para a economia local, tendo em vista o cenário macroeconômico do País e os últimos acontecimentos envolvendo a paralisação das obras da UFN3 e suas dívidas deixadas para trás.

Segundo informações do site Valor Econômico, a Fibria levou um projeto de R$ 8 bilhões ao conselho de administração, enquanto a Eldorado Brasil, controlada pela J&F – dona da JBS – trabalha a pleno vapor para concluir a estrutura financeira da expansão de suas unidades.

Como já revelado anteriormente pelo Hojemais, a Eldorado prevê dobrar o tamanho da fábrica de Três Lagoas, assim como a Fibria.

Juntos, os projetos de crescimento (da Fibria e Eldorado) adicionarão quatro milhões de toneladas por ano da matéria¬ prima em um mercado que cresce, anualmente, algo em torno de 1,5 milhão de toneladas.

FIBRIA

A assessoria de comunicação da Fibria informou ao Hojemais que a Unidade pretende instalar a segunda linha de produção na unidade em Três Lagoas e passará a ser o maior site industrial do mundo em capacidade de produção de celulose.

“O projeto prevê a construção de uma nova linha de produção de celulose com capacidade de 1,75 milhão de toneladas por ano, que somada com a primeira linha da empresa na região resultará em uma capacidade total de três milhões de toneladas por ano”.

Entretanto, os trâmites e datas previstas para o início ainda não puderam ser comunicadas pela assessoria.

ELDORADO BRASIL

Sobre a afirmação do site Valor Econômico, onde fontes teriam revelado que a movimentação da Eldorado tem sido intensa no que tange à expansão, ao Hojemais a assessoria afirma que a empresa ainda não se manifestará sobre o assunto.

Porém, a companhia teria acenado ao site Valor Econômico que pretende concluir, no segundo semestre, as negociações com fornecedores, bem como o projeto financeiro.

A controladora J&F, segundo fonte do Valor, teria contratado o banco Credit Suisse para levantar recursos para esse projeto e outros do grupo; o valor da expansão em celulose, inicialmente estimado em R$ 8 bilhões, teria subido a cerca de R$ 11 bilhões porque, entre outros fatores, o tamanho da nova linha foi ampliado.

PLANEJAMENTO

A corrida da Fibria e Eldorado tem ao menos duas justificativas: de um lado, haverá uma janela no mercado global de celulose, entre o fim de 2017 e início de 2018, propícia à entrada em operação de nova linha de produção; de outro, diante do tamanho dos investimentos¬ – R$ 11 bilhões da Eldorado e US$ 2,5 bilhões da Fibria – é provável que as companhias tenham de disputar recursos junto às fontes tradicionais de financiamento.

Historicamente, o BNDES tem participação relevante no financiamento do setor. Entre especialistas, a percepção é que há espaço para uma nova fábrica entre 2017 e 2018, o que jogaria alguma pressão sobre os preços da fibra por causa do porte dos projetos. Já a entrada de duas novas unidades, em curto período de tempo, amplificaria a pressão e poderia comprometer a taxa de retorno esperada. “No entanto, você pode perder em preço, mas compensar isso com ganho de escala e diluição de custos”, afirmou uma fonte ao Valor.

Tatiane Gonino

Hojemais Três Lagoas