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Energia eleva inflação para o maior patamar em 12 anos

O reajuste da tarifa de energia elétrica pressionou a inflação de março na capital sul-mato-grossense, que fechou o mês com índice de 1,25%. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Universidade Anhanguera-Uniderp, o percentual é o maior para o período nos últimos 12 anos. No comparativo, esse índice não se repetia desde o ano de 2003, quando a inflação no município chegou a 1,34%. 

Entre os grupos que tiveram altos índices de inflação estão: Habitação, com variação de 2,80%; Alimentação, com 0,91%; Despesas Pessoais, com 0,68%; e Transportes com 0,65%. Com índices negativos destacam-se os grupos Saúde (-0,09%) e Vestuário (-0,04%). Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada em Campo Grande chega a 8,08%.

De acordo com o coordenador do Nepes da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza, a principal causa do aumento do índice no período está no reajuste da energia elétrica, que tem como pano de fundo o mesmo cenário de fundo para a elevação da inflação de janeiro e fevereiro: em 2015 “abriu-se as portas” para uma série de reajustes de preços administrados represados pelo governo federal, o que contribuiu para a alta.

Conta de luz pressionou inflação; alguns alimentos, como cebola, também impulsionaram a alta
(Foto: Álvaro Rezende/Arquivo)

Daniella Arruda Correio do Estado.