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Em RO, atingidos por cheia de rio lavam louças em bebedouro de escola

Em RO, atingidos por cheia de rio lavam louças em bebedouro de escolaEm RO, atingidos por cheia de rio lavam louças em bebedouro de escola
Desabrigados foram levados para Escola Maria Izaura da Costa Cruz.
Defesa Civil já removeu 48 famílias que viviam em áreas de risco na capital….

Em RO, atingidos por cheia de rio lavam louças em bebedouro de escola
Há uma semana, o casal Maria do Carmo e Antônio Farias mora com a família em uma das salas de aula da Escola Municipal Maria Izaura da Costa Cruz (Foto: Suzi Rocha/G1)

O nível do Rio Madeira, em Porto Velho, chegou a marca dos 17 metros, na tarde desta terça-feira (11), segundo a Defesa Civil. O número de pessoas remanejadas de áreas de risco chega a 48. Algumas famílias vão para casas de parentes e outras, 11 no total, foram levadas para Escola Municipal Maria Izaura da Costa Cruz, no Bairro Costa e Silva. Os desabrigados afirmam que contam com o improviso e lavam roupas e louças nos bebedouros das escolas.  

A técnica de enfermagem Maria do Carmo de Oliveira, de 52 anos, é uma das desabrigadas. “Só Deus pra ter misericórdia de nós. É uma situação difícil, a escola não é adaptada pra ninguém morar. Lavamos roupas e louças nos bebedouros, no banheiro só tem um chuveiro que funciona”, afirma a mulher que teve a casa interditada, pela Defesa Civil, no Bairro Nacional.

Maria do Carmo lava louças em bebedouro. (Foto: Suzi Rocha/G1)
Maria do Carmo lava louças em bebedouro.
(Foto: Suzi Rocha/G1)

Para o vigilante Francisco Jaques, de 31 anos, a resposta das famílias deve vir nas urnas este ano. “É ano eleitoral e aqui ninguém vai votar em candidato nenhum. Estamos desiludidos com essa política suja. Perdemos as contas de quantos já passaram pelas nossas casas em época de campanha, fazendo promessas que nunca cumpriram”, afirmou Francisco.

O representante das famílias do Bairro Nacional, Antônio Farias, lamenta que as autoridades responsáveis não tenham tomado nenhuma medida preventiva para a situação. “Todos sabiam que seria assim em 2014. Ninguém tomou providências antes desse caos e agora nós estamos aqui, sem saber o que será do nosso futuro. O ano letivo começou e meus sobrinhos não sabem nem quando voltam a frequentar a escola”, desabafa Farias.

As famílias devem permanecer no local até que o nível do rio baixe. Em 24h, 25 famílias foram removidas. “Se for preciso serão utilizadas instalações de outras escolas para abrigar as vítimas”, afirmou o chefe de operações da Defesa Civil, Paulo Afonso.

FG_AUTHORS:

Ler na Fonte http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2014/02/em-ro-atingidos-por-cheia-de-rio-lavam-loucas-em-bebedouro-de-escola.html