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Em 3 meses, já são 12 denúncias de pedofilia pela web em Campo Grande

Em 2014, foram 129 casos na capital sul-mato-grossense. Famílias monitoram acessos dos filhos à internet.

A facilidade no acesso à internet atualmente tem deixado os pais preocupados com os filhos que não largam do celular. A solução é monitorar os adolescentes, o que eles estão vendo e como estão usando a rede. Neste ano, já são 12 denúncias de pedofilia pela internet registrados pela Delegacia Virtual em Campo grande. Em 2014, foram 129; quase dez casos por mês.

Uma família da capital sul-mato-grossense aplica esse monitoramento. Três irmãos passam a maior parte do tempo conectados seja pelo celular ou computador. Dois deles são adolescentes por isso os pais colocam limites.

“Tem dia que quer ficar até mais tarde, mas infelizmente a gente tem que sair. Meu pai pega nosso celular para ver o que estamos fazendo e em que site estamos entrando”, disse a estudante Hadassa Orue Vicente.

O pai é quem faz a fiscalização. “Quando tinha só o computador era mais fácil. Era um de cada vez e a gente podia olhar o que eles estavam fazendo, hoje com o celular é mais complicado”, afirmou o o marceneiro Ricardo Gonçalves Vicente. “A gente vê muita coisa acontecendo, por isso procuramos estar ligados no que eles estão fazendo”, completou.

Apesar da cobrança, a relação entre a família é aberta, para que funcione. A mãe procura não deixar postar foto que pode trazer problemas mais tarde. “A gente conversa se conhece aquela pessoas, principalmente minha filha, porque hoje em dia é muito crime. A criminalidade na internet é constante”, disse a pedagoga Jackeline santos Orue Vicente. “Eles sabem os limites deles e nós sabemos os nossos. Não é o tempo todo cobrando”.

Outra preocupação é relacionado a jogos. Muitos deles podem expôr crianças e adolescentes. Em uma loja de Campo Grande, os dois jogos mais vendidos têm sexo, drogas e violência. O supervisor da loja, disse que os clientes que mais buscam esses jogos proibidos têm de dez a 14 anos. “Alguns pais são restritivos, mas outros liberam e isso não cabe à loja’, afirmou.

Uma pesquisa divulgada recentemente revela que o Brasil está ente os dez países com mais conteúdo impróprio para crianças na internet. É o oitavo mais afetado no mundo. Salas de bate-papo e pornografia forma apontados como maiores problemas. O assédio surge justamente nessas salas de bate-papo.

 

G1 MS com informações da TV Morena