Política

Críticas de “anti-PT” provocam revolta em defensores da reeleição de Dilma

Críticas de “anti-PT” provocam revolta em defensores da reeleição de Dilma

“Agora tanto faz votar na Marina como no Aécio. No segundo turno vamos votar na Marina, para tirar o PT do Poder”. Esta e outras declarações do anti-PT e ex-vereador Marques Neto publicada na coluna Pimenta deixou revoltados os partidários da presidente Dilma Rousseff.

Um dos que se levantaram contra as afirmações foi Lucas Bocato, secretário de Juventude e Movimentos Populares do PCdoB de Três Lagoas e da União da Juventude Socialista.

“Tenho respeito à experiência política dele, mas acredito que o modo de votar dele é muito parecido com o dos realities shows brasileiros, ou seja, tirar por tirar sem ter uma perspectiva do ato em si”, afirma. Segundo o jovem, que tem dez anos de experiência nos bastidores políticos, o Brasil já experimentou este tipo de política e não deu certo.

Quanto à ‘convocação’ para tirar o PT do poder, ele diz se tratar de um sentimento de ódio a um governo que mais acertou que errou. “Qual governo não erra?”, questiona, completando que “se apareceram as corrupções foi porque estas não foram escondidas como nos governos anteriores a 2002”.

Bocato admitiu que o PT pode até perder espaço nos estados mais conservadores como SP, MS e RJ, mas que nos estados mais distantes destes centros a tendência é manter a representatividade. Aposta ainda que os partidos aliados conquistem importantes vitórias, mantendo assim a base no congresso, caso a Dilma seja reeleita. E pondera que o PMDB também deverá perder espaços.

Por fim, afirma que no segundo turno as alianças podem ser diferentes e muitos poderão se surpreender. “Quem esperava PT e PMDB aliados em nível nacional?”, questiona e arremata: “a Marina não está mais demonstrando firmeza para governar o país”.

SEM RANÇO

Diretor de Juventude da Sejuvel e do diretório local do PT, Breno Cesar é outro que se revoltou contra as declarações de Marques Neto, a quem classificou como um direitista raivoso com o PT. “Respeito todos os críticos políticos, mas acredito que temos de fazer uma nova política de inclusão e do social, esquecer o ranço”, disse. Para ele, alguns analistas antigos acreditam que a política é do tempo da pedra. “E é essa a raiva de alguns deles; talvez porque não aceitem ver a sociedade evoluir, de ter que estar em um restaurante junto com seu empregado, ou talvez de ver seu filho cursando uma universidade com o filho de seu empregado.”, alfinetou. E finaliza mencionando os inúmeros programas sociais idealizados pelos governos petistas que contemplam as camadas mais pobres da sociedade.

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