Três Lagoas

Credor revoltado exibe faixa com dizeres envolvendo a UFN3 de Três Lagoas

A crise na no canteiro de obras da fábrica da Unidade de Fertilizantes da Petrobras em Três Lagoas piora a cada dia, com o acúmulo milionário de dívidas com fornecedores e dispensa dos operários que atuam no Consórcio UFN-3, responsável pela construção do empreendimento.

Além dos graves problemas financeiros na fábrica, credores revoltados também espoem sua indignações para a população três-lagoense. Uma pessoa não identificada mandou fazer uma faixa com os dizeres DEVO NÃO NEGO – PAGO COMO PUDER e colocou na rotatória das rodovias BR-158 e 262.

Funcionários da UFN-3 foram impedidos pela direção em se pronunciar sobre o caso e a faixa – colocada neste final de semana no local – já foi retirada da cerca onde foi exposta.

DEMISSÃO EM MASSA

Informações obtidas pelo portal TL Notícias, informaram que mais 1.400 trabalhadores contratados para edificar a Fábrica de Fertilizantes deverão ser dispensados partir de terça-feira (25).

Se isto acontecer, a UFN-3 fará uma nova leva de demissões patrocinadas pelas empresas responsáveis Galvão e Sinopec que integram o Consórcio.

A notícia mais alarmante que vem do canteiro de obras é a de que o Consórcio não tem recursos para cumprir os compromissos com colaboradores e parceiros, estes últimos, especificamente, prestadores de serviços nas áreas de alimentação, alojamento, entre outros setores. Dos quase R$ 100 milhões que o Consórcio devia para as prestadoras de serviços em Três Lagoas e região, grande parte já foi honrada.

INCENTIVOS

Para conquistar a vinda da Unidade de Fertilizantes da Petrobras para Três Lagoas, o governo do Estado garantiu incentivos fiscais em torno de R$ 2,2 bilhões. Na época (2013), a previsão era de que a Fábrica de Fertilizantes entrasse em operação no segundo semestre de 2014, receberá incentivos fiscais que giram em torno de R$ 2,2 bilhões.

O valor foi revelado pelo governador André Puccinelli. Segundo ele, o termo foi assinado na sede da Petrobras no Rio de Janeiro (RJ), com o presidente em exercício da empresa, José Alcides Santoro Martins. Os incentivos fiscais por parte do Governo do Estado foram ampliados de 75% para 90%.

Outro incentivo foi a compra do terreno em Três Lagoas, que toma quase a totalidade de uma área de 556 hectares, às margens da BR-158, entre Três Lagoas e Brasilândia, entre os córregos Moeda e Rio Verde. A aquisição da área foi feita com R$ 5 milhões de recursos estaduais e R$ 980 mil da prefeitura.

No início, as obras estavam orçadas em cerca de R$ 3,1 bilhões, conforme divulgado pelo site do Ministério do Planejamento, no link do PAC.

Por: Marco Campos

 

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 Credor revoltado exibe faixa com dizeres envolvendo a UFN3 de Três Lagoas