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Com problema em bomba, prédio da antiga rodoviária da Capital é interditado

Vistoria foi feita na manhã de hoje e prédio não atendeu às exigências dos Bombeiros

O que vinha sendo prometido há algumas semanas aconteceu na manhã desta terça-feira (27), o prédio da antiga rodoviária de Campo Grande, no bairro Amambaí, e que hoje abriga mais de 180 comerciantes foi interditado pelo Corpo de Bombeiros. O motivo é o não cumprimento, por parte da administração do condomínio, de exigências da corporação para funcionamento.

Em vistoria feita na tarde de ontem, os Bombeiros prometeram a interdição nesta manhã, no entanto, uma nova vistoria seria feita e a administração do prédio tinha esperança de que tudo estivesse normalizado.

No entanto, problemas foram encontrados e o Centro Comercial Condomínio Terminal do Oeste foi interditada por volta das 9 horas de hoje. Equipes do Batalhão de Choque (BPChoque) da Polícia Militar acompanharam a interdição, mas não foi necessária intervenção dos militares.

Entre os oito pontos avaliados pelos Bombeiros, o prédio foi reprovado em dois. São eles a obstrução da porta que integra a rota de fuga em caso de incêndio e a falha elétrica da bomba instalada no subsolo do prédio e que abastece os hidrantes.

A justificativa da síndica do condomínio, Rosane Neli de Lima, foi que a obstrução da porta foi a saída encontrada pelos administradores para evitar invasões de drogas e moradores de ruas.

O coronel Jairo Kamimura, comandante metropolitano do Corpo de Bombeiros, afirma que a interdição é válida até que tudo seja arrumado, mas é possível requerer certificado por tempo determinado, uma vez que o projeto já foi protocolado. A interdição tem um prazo inicial de 15 dias, mas o espaço pode ser liberado antes se a administração fizer os ajustes e solicitar nova vistoria.

PREJUÍZO

Para quem depende do comércio instalado na antiga rodoviária para viver, a situação preocupa, principalmente em tempos de crise.

Paulo Pereira, dono de uma ótica que funciona no prédio, afirma que R$ 70 mil foram gastos para adequar o prédio às exigências dos Bombeiros, mas que a falha na bomba teria sido considerada sem importância pelo engenheiro responsável.

“Enquanto não arruma, estamos cumprindo ordens. Prejuízo é prejuízo”, explica.

Pietro Luigi, de 39 anos, também é comerciante no condomínio e afirma que além do fechamento, o que também frustrou os empresários foi o fato da prefeitura não fazer a revitalização prometida pela prefeitura.

Atualmente, o comerciante paga um aluguel de R$ 700, com mais R$ 120 de taxa de condomínio. Ao todo, são 215 salas do prédio, 180 comerciantes e 50 lojas em funcionamento.

Prédio foi fechado na manhã desta terça-feira
(Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado)