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Com 4 execuções em seis dias, Governo faz trabalho de “inteligência” na fronteira

Última execução foi registrada na madrugada de ontem, quando empresário foi morto

Com pelo menos quatro execuções registradas nos últimos seis dias, a violência em Ponta Porã volta a preocupar e chamar atenção das autoridades em segurança. Nesta segunda-feira (21), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que trabalho de inteligência está sendo desenvolvido.

Sem detalhar quais ações serão tomadas diante da violência na região, Azambuja afirmou que as mortes violentas da região de Ponta Porã, na fronteira do Brasil com o Paraguai, muito tem a ver com o tráfico internacional de drogas.

“O Governo do Estado está buscando, através das ações, elucidar e punir quem comete esses crimes na fronteira”, disse durante agenda pública nesta manhã.

MORTES

A onda de execuções dos últimos dias começou na última terça-feira (15) quando o ex-prefeito de Ponta Porã, Oscar Goldoni, foi morto com tiros de fuzil e pistola, em frente ao Detran da cidade.

Três dias depois, na última sexta-feira (18), dois homens foram encontrados mortos às margens de rodovia. Os rapazes, Luis Alberto Rojas, 25 anos, e Jorge Augusto Sanchez Zaracho, 23 anos, foram mortos com tiros na cabeça e estavam com cadeados na boca.

Na madrugada de ontem (20), outra execução foi registrada na cidade. Dessa vez, um empresário foi morto em uma emboscada, no Jardim Planalto.

Gonçalves estava em uma caminhonete Hilux com a família. De acordo com informações do site Ponta Porã Informa, pistoleiros em uma moto azul, sem placas, abordaram o comerciante e efetuaram cinco disparos de pistola 9 mm. Os tiros acertaram Carlinhos, como o homem é conhecido, o rosto da esposa dele, que estava no banco do carona, e a perna e braço em cada um dos dois filhos menores do casal.

Governador falou sobre situação tensa na fronteira
(Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado)