Esporte

Brasileira usa música de Michel Teló para realizar sonho olímpico

A música é uma mistura de ritmos brasileiros que pouco se comunicam. O gaúcho vanerão e a percussão baiana

Angélica Kvieczynski, ginasta, poderia ter escolhido “Ai se eu te pego”. O ritmo da música é contagiante e todo o mundo, sem exagero, já deve ter requebrado ao som da música de Michel Teló. Comparar a letra com o objetivo da atleta também não seria absurdo. Afinal, Angélica está, sim, correndo atrás de uma vaga olímpica, que pode virar a menina linda da qual o cantor fala.

Mas não: quando chegou o momento de escolher uma música com a qual se apresentar, a paranaense, melhor do Brasil na ginástica rítmica, resolveu usar um Teló versão pré-sucesso mundial, um cantor mais alternativo. Quem conheceu o paranaense depois da explosão de seu hit pode não saber, mas no início de carreira ele era cantor do Grupo Tradição, uma banda de música regional que faz um tremendo sucesso no Oeste paranaense, justamente o local onde Angélica mora (ela é natural da cidade de Toledo).

Foi dessa época que veio a inspiração. A ginasta e sua técnica, Anita Klemann, escolheram “A Brasileira”, composição de Teló (assinada por todo o Tradição), de 1999 – dez anos antes de “Ai se eu te pego”. “Queríamos uma música como essa e, quando conheci o pessoal do grupo, pedi uma versão. Eles fizeram e ficou perfeita”, conta Anita.

A música é uma mistura de ritmos brasileiros que pouco se comunicam. O gaúcho vanerão e a percussão baiana. “Ela é bem brasileira mesmo. Gosto sempre de ter uma música assim nas apresentações. As pessoas lá fora gostam muito da cultura brasileira. Desde pequena, faço questão”, completa Angélica.

Conquistar as pessoas com a ajuda de Teló (que deixou o Grupo Tradição em 2008 e não participou da adaptação da música) é um bom início para a ginasta em um ano importante de sua carreira. As duas grandes metas da temporada são os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho, e o Mundial de Stuttgart, em setembro. No primeiro, é a chance de conquistar uma medalha, em um torneio importante para o Brasil. No segundo, ela pode assegurar sua presença nas Olimpíadas do Rio, no ano que vem – para isso, precisa ser a melhor brasileira na competição, terminando entre os 20 melhores.

“Fizemos toda a nossa programação para que ela tenha 100% nas duas competições. É pouco tempo entre uma e outra, mas é possível. Após o Pan, ela deve ter uma queda pequena de performance, mas teremos tempo para recuperar até Stuttgart”, diz Anita.

A música de Teló será usada em sua rotina nas maças, que estava dando dor de cabeça para a ginasta. “A música anterior não estava dando certo. Para usar uma música, tem de ser algo que flui, que seja gostoso de ouvir e que eu possa interpretar. É preciso passar para o público e para a arbitragem essa emoção”.

Na ginástica rítmica, as atletas devem se apresentar com quatro aparelhos: maças, bola, arco e fita. Para os outros três, as músicas escolhidas são internacionais: “La Vie en Rose”, “Total Eclipse of the Heart” e “Burlesque”.

UOL

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