Brasil

Brasil tem maior aceitação familiar sobre doar órgãos, segundo Saúde

Em Araçatuba, ocorre apenas a retirada dos órgãos; ainda não é possível realizar transplantes

O Brasil é o país latino-americano com maior percentual de aceitação familiar para doação de órgãos. Atualmente, 56% das famílias entrevistadas aceitam e autorizam a retirada. Os dados foram divulgados na quarta-feira (24) pelo Ministério da Saúde, durante o lançamento da campanha “Seja doador de órgãos e avise sua família. Sua família é a sua voz”. A campanha no País, que está à frente da Argentina (52%), Uruguai (52,6%) e Chile (51,15%), tem por objetivo sensibilizar os familiares, principalmente de pessoas que manifestaram em vida a vontade de doar, para que concretize o pedido.

No primeiro semestre deste ano, foram realizados 11,4 mil transplantes em todo o Brasil. Desse total, são 6,6 mil de córneas (tecidos); 3,7 mil de órgãos sólidos, como coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão; e 965 de medula óssea. No ano passado, foram 23.457 procedimentos no total. Em Araçatuba, ocorre apenas a retirada dos órgãos. Ainda não é possível realizar transplantes. No entanto, a intenção da Santa Casa – único hospital credenciado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a fazer a captação, desde 2006 – é atuar no transplante de rim.

Isso porque o Hospital do Rim, inaugurado em julho deste ano, tem capacidade física e pessoal para o procedimento. Nos últimos seis anos, o hospital foi palco de pelo menos seis captações, ocorridas em pessoas jovens, com idades entre 7 e 33 anos. As vítimas tiveram diagnóstico de morte cerebral causada por AVC (Acidente Vascular Cerebral) e acidentes de trânsito. No final do ano passado, por exemplo, ocorreu a primeira captação de pulmões na história do hospital, de uma mulher com 33 anos, moradora de Bandeirantes d’Oeste, distrito de Sud Mennucci, na região de Araçatuba.

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Brasil tem maior aceitação familiar sobre doar órgãos, segundo Saúde