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Animais permanecerão na lagoa até a elaboração de um plano de manejo

Em dezembro haverá realização de audiência pública para discutir o assunto

Pelo menos por enquanto está garantida a permanência dos animais na Lagoa Maior. O secretário de Meio Ambiente, Antônio Rialino, disse que durante reunião realizada na última sexta-feira (23), o promotor Justiça do Meio Ambiente, Antônio Carlos Garcia de Oliveira, acabou se convencendo da inviabilidade de retirada dos bichos no prazo de 15 dias, conforme ele havia determinado. Entretanto, pediu agilidade na busca de uma solução para o problema. Também participaram da reunião, represente do Imasul, da Policia Ambiental e professores universitários. Também esteve em pauta a audiência pública para discutir o assunto, que deverá ocorrer no início de dezembro.

O secretário explicou que é impossível retirar os animais da lagoa sem a elaboração de um plano de manejo. Nesse sentido, diz que já entrou em contado com uma empresa especializada de Campo Grande que deverá retirar parte dos animais, tendo em vista a velocidade de reprodução das capivaras, por exemplo. Segundo ele, existem cerca de 150 capivaras na primeira e 30 na segunda lagoa, que reproduzem duas vezes ao ano, gerando de quatro a sete filhotes por vez.

Com a unidade de conservação está previsto, por exemplo, o cercamento da Lagoa Maior com alambrado, separando a área de lazer para população do espaço reservado aos animais. Serão também colocadas várias placas indicando, por exemplo, que é proibido pescar, nadar, alimentar e tocar nos animais. “Nós pedimos a consciência da população porque os animais são apenas para ser contemplados”, adverte.

Embora entenda a preocupação do promotor, Rialino diz que a retirada dos animais não é tão simples. “Não é simplesmente retirar e soltar no mato”, diz, explicando que poderá haver dificuldade de adaptação, uma vez que as capivaras já são praticamente domesticadas e poderão morrer em conflito com outros animais. Ainda, segundo ele, caso os animais fossem retirados da forma como foi solicitado, poderia até gerar multas por parte do Ibama.

A expectativa é que a solução definitiva para o problema surja a partir da audiência pública que deverá ser realizada no início de dezembro, quando estará em pauta a criação da unidade de conservação da lagoa, que já foi licitada. “Eu assumi o compromisso de resolver a situação da lagoa, que está pendente há mais de 20 anos”, disse, apostando que sito será possível com a utilização de verbas compensação.

“Eu assumi o compromisso de resolver o problema da Lagoa”, diz o secretário Rialino (Foto: João Maria Vicente)

Na lagoa maior tem cerca de 150 capivaras (Foto: Arquivo)

João Maria Vicente

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