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Alunos aprovam o curso de Inseminação Artificial na fazenda Jaó

A inseminação artificial, muito realizada para proporcionar o melhoramento genético dos bovinos e eficiência produtiva do rebanho, virou tema de um curso promovido pelo Sindicato Rural de Três Lagoas, em parceria com o SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. Na história da inseminação artificial, antes utilizada para a erradicação de doenças infecciosas transmitidas pelo touro, durante a monta natural, passou a ser algo estratégico nas fazendas e também um instrumento econômico.

Com a inseminação artificial, benefícios são visíveis como o controle de doenças, acidentes com a vaca, aumento do número de descendentes de um reprodutor, controle zootécnico do rebanho, entre outros.

Para o presidente do Sindicato Rural, Marco Garcia, “a inseminação artificial é uma tecnologia dominada onde no Brasil já foi implementada desde a década de 70 e é a observação de cios no ciclo de 21 dias normalmente. Como a maioria das pessoas trabalham com várias vacas em um lote, olha-se esses cios todos os dias, cerca de duas vezes. A inseminação artificial faz com que você reúna o rebanho na primeira hora da manhã e na última hora da tarde, tentando chegar a um intervalo de 12 horas. Observa os animais, anota o número deles para não ter erro, leva os animais no curral e faz a inseminação no período posterior que foi observado o cio”.

Troca de conhecimento

Alunos de medicina veterinária e profissionais que trabalham nas fazendas de Três Lagoas participaram do curso de inseminação artificial. Para Adriano Carlos Silva, de apenas 22 anos, “é a primeira vez que participo de um curso como esse. Aprendi muito e pretendo trabalhar com inseminação. Hoje trabalho na fazenda São João e percebo que falta profissional nessa área”, finaliza.

Já para o aluno do segundo período do curso de medicina veterinária de uma faculdade de Três Lagoas, Lafayete Fagundes Neto, “vi pela internet que o Sindicato Rural estava oferecendo esse curso e fiz minha inscrição. É muito importante aprender na prática. Pretendo depois de formado trabalhar com reprodução. Esse curso foi fundamental”, conclui.

Durante cinco dias os alunos viram os conceitos de inseminação artificial, condições gerais sobre o sêmen, prática de introdução de pipetas, manejo de botijão, procedimento sequencial da inseminação artificial, medidas de segurança no trabalho, meio ambiente e novas exigências profissional e cidadania.

IATF

Para o professor que ministrou o curso, Marcus Paulo, existe também outra técnica como o IATF, que foi falada durante o curso.  “IATF – Inseminação Artificial em Tempo Fixo é quando você prepara os animais com hormônio e insemina os animais no mesmo período. Você utiliza protocolo de três manejos. O produtor ganha em melhoramento. São várias as vantagens”, conclui.

O Sindicato Rural parabeniza todos que participaram desse curso e agradece o empenho e dedicação do veterinário Marcus Paulo.???????????????????????????????

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Rafael Furlan