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Embargo norte-americano pode estimular que novos países a adotarem o cancelamento temporário das importações(Arquivo/Perfil News)

O Secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, anunciou a suspensão de todas importações de carne fresca do Brasil devido a "preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado americano". As informações são da Bloomberg, empresa destinada à divulgar informações financeiras.

Procurado pelo Correio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) não se posicionou. A suspensão deve continuar em vigor até a pasta adotar as medidas corretivas. Na semana passada o Mapa cancelou, temporariamente, a exportação de cinco frigoríficos brasileiros para os Estados Unidos, porque autoridades sanitárias americanas verificaram problemas na reação à vacina de febre aftosa. O embargo norte-americano pode estimular que novos países a adotarem o cancelamento temporário das importações.

Desde março, o Serviço de Segurança Alimentar e Inspeção (FSIS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) inspecionou 100% da carne in natura vinda do Brasil, e rejeitou 11% desses produtos. O número é bem maior do que a taxa média de rejeição de 1% para a carne importada de outros países. Desde o início das inspeções mais rigorosas, foram rejeitados 106 lotes de produtos de carne bovina do Brasil, devido a preocupações de saúde pública, condições sanitárias e questões de saúde animal. O USDA ressaltou que nenhum dos lotes rejeitados entrou no mercado norte-americano.

Em nota divulgada nessa quarta-feira (21/6), a assessoria de imprensa do Mapa disse que o ministro Blairo Maggi garantiu que a reação à vacina nos animais não oferece risco à saúde pública, mas que o ministério já cobrou providências das empresas. A pasta formalizou o pedido aos laboratórios que produzem a vacina contra a aftosa que reduzam a dose de 5 mililitros para 2 mililitros.

"O Brasil é livre da febre aftosa e, portanto, não é preciso mais utilizar 5ml, que é uma dose reforçada. Inclusive, a medida irá reduzir custos de logística e está em consonância com a programação de retirar totalmente a vacinação do país entre 2019 e 2023, quando o Brasil deverá ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre da doença sem vacinação, como já acontece em Santa Catarina", destacou a nota.

A decisão anunciada nesta quinta-feira (22/6) pelo USDA se sobrepõe à medida do governo brasileiro, de suspender cinco frigoríficos de exportar carne brasileira. "Garantir a segurança da oferta de alimentos de nossa nação é uma de nossas missões cruciais, e nós a levamos muito a sério", disse Perdue em comunicado. "Embora o comércio internacional seja uma parte importante do que fazemos no USDA, e o Brasil seja um antigo parceiro, minha maior prioridade é proteger os consumidores americanos. É isso que fizemos ao proibir a importação de carne bovina in natura do Brasil", finalizou.

Com informações da Agência Estado

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