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Equipe da Defesa Civil de Três Lagoas e da PRF estiveram no local logo após a queda das torres e estão orientando o tráfego que funciona parcialmente (Foto: Ricardo Ojeda)

É assustador o cenário deixado pelo vendaval que atingiu, na noite de ontem (17), um trecho entre Três Lagoas e Água Clara pela BR-262. A tempestade derrubou oito torres de alta tensão, árvores e até a estrutura de um posto de combustível desativado. Fios de energia caíram em cima de caminhões e a pista precisou ser interditada. Além disso, uma pessoa ficou ferida.

RELATO

Na manhã desta quinta-feira (18) a equipe do Perfil News esteve no ponto castigado pelo vento. À reportagem,o motorista Sérgio Santos Flamani relatou os momentos de tensão vividos durante a tempestade. Acompanhado de um amigo, ele seguia de caminhão de Três Lagoas para Água Clara quando a chuva forte começou.’Foi por volta das 21h. Ventava demais e caía granizo. Perdemos a visibilidade de tudo e todos os demais veículos foram parando. De repente vimos às torres e muitos galhos caindo. Entramos em desespero por conta das faíscas de fogo, principalmente, que saíram dos fios de energia’’, lembrou Sérgio.

DEFESA CIVIL

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Paulo Leite Menezes, apenas um rapaz ficou ferido devido ao vendaval. O jovem socorrido pelo Corpo de Bombeiros, encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e passa bem.

Por conta dos fios de alta tensão que cobriram a pista, o trecho foi impedido por volta das 22h pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A interdição continua, mas parcialmente. Apenas veículos de passeio são liberados para trafegarem.A previsão da Defesa Civil é que até às 13h tudo se normalize e, assim, ônibus e caminhões prossigam viagem. O congestionamento atinge cerca de 10 quilômetros. Pelo menos 30 técnicos das concessionárias de energia Eletrosul e Elektro atuam no restabelecimento de energia. Alguns fios ainda continuam caídos na rodovia.

Segundo Menezes,a tempestade pode ser comparada ao ciclone extratropical que castigou Três Lagoas em 2010. Ele antecipou que as imagens dos estragos deixados na BR 262 serão enviadas para um núcleo técnico de meteorologia. O órgão deverá classificar a velocidade do vento e a qualidade do temporal.

‘’Um carreteiro que presenciou tudo disse ter visto uma espécie de cone gigante de água com um zumbido muito grande. Ele também afirmou que o caminhão não conseguir ir para frente nem para trás’’, revelou o coordenador da Defesa Civil, acrescentando que o vendaval se estendeu por quase 20 minutos.

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