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Motivos para que esquerda britânica apoie Brexit são complexos

Quando os britânicos acordaram no dia de 24 de junho de 2016, a apertada vitória da decisão de deixar a União Europeia, aprovada em um plebiscito, não foi a única surpresa: embora tenha sido uma bandeira defendida durante anos pela direita no Reino Unido, a saída do bloco foi, de certa forma, também abraçada pela esquerda, mais especificamente pelo Partido Trabalhista.

De acordo com uma série de pesquisas publicadas após o histórico resultado, que desencadeou o processo conhecido como Brexit, eleitores trabalhistas votaram de forma majoritária pela permanência britânica no bloco (63%).

 

Mas a minoria significativa teve peso determinante no resultado final do pleito - o Brexit venceu por pouco mais de 1 milhão de votos entre as 33 milhões de pessoas que foram às urnas.

A surpresa foi ainda maior pelo fato de que regiões tradicionalmente de esquerda, como o nordeste da Inglaterra e o País de Gales, engrossaram a vitória eleitoral da saída da UE ─ no nordeste, por exemplo, o Brexit venceu com um percentual de votos (58%) maior do que do resultado geral (52%).

Esquerdistas pró-Brexit ganharam seu próprio apelido: lexiteers, um híbrido das palavras "left" (esquerda, em inglês) e Brexit.

O termo chegou a ser mencionado durante a campanha para o plebiscito, mas pareceu ter passado despercebido até o resultado das urnas. 

Por que a esquerda?

Contudo, como a própria arquitetura do Brexit, as motivações que levaram eleitores desse espectro político a apoiar uma causa tradicionalmente associada à direita são mais complexos do que um simples apelido.

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